Notícia

26 Jun 2020

Efeitos da COVID 19 sobre o setor moveleiro

Neste momento delicado da economia e da saúde brasileira os sindicatos se veem a frente de um grande desafio, não deixar que seus polos sejam vencidos pela insegurança e medo do caos da economia.

Alguns desses polos já retomaram a suas atividades industriais, mas sabemos que existe uma lacuna que é a da retomada da economia através da volta do funcionamento do comércio, que ainda não aconteceu devido ao isolamento social que a população vive neste momento em todo país.

Essa entrevista tem como objetivo dar voz às entidades para que possamos entender como cada região está passando por este momento e quais as previsões para um futuro um tanto incerto.

Começamos com o presidente do SIMA, Irineu Munhoz que disse que se olharmos pelo lado da pandemia, Arapongas/PR vive uma situação tranquila, segundo o presidente. “Temos problemas sérios em algumas capitais (São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza) e o Sistema de Saúde está com ocupação mínima na grande maioria dos municípios.”

Na opinião de Irineu, pelo lado da economia, o nosso setor (moveleiro) vive um momento muito preocupante, pois, o fechamento precoce do comércio prejudicou toda a cadeia, desde o produtor de madeira até o montador de móveis.

Em Bento Gonçalves/RS, o presidente do Sindmóveis, Vinícius Benini, avalia essa situação como inusitada e diz que jamais imaginaria viver esse momento. Para Vinícius, as indústrias estão tendo que se reinventar mais uma vez, achar alternativas e principalmente sobreviver nesse momento para continuar a seguir. Com o comércio fechado e sem saber quando vai voltar, ele acredita que o único caminho é a união de forças, “O Sindmóveis está tentando achar várias ferramentas e alternativas para que os nossos associados trabalharem home office, estamos passando isso para eles, através de informações e novas ferramentas de trabalho. As indústrias de Bento Gonçalves voltaram a operar e estão tomando todas as medidas que o situação exige,” declarou Vinícius.

Para Rogério Francio, presidente da Movergs, trata-se de uma situação muito difícil, de incertezas, e que ainda não podemos computar os impactos econômicos da indústria moveleira gaúcha, tanto no mercado interno quanto externo, visto que as exportações também estão sendo atingidas, em função do fechamento das fronteiras. “Grande parte das indústrias retornaram às atividades nesta semana, com quadro reduzido de colaboradores, tomando todos os cuidados necessários e exigidos pelo decreto estadual. Dessa forma, as indústrias estão reavaliando uma série de questões. O que podemos assegurar, no momento, é que as perdas já são uma realidade e afetarão os negócios”, afirma Rogério.

Ademilse Guidini, presidente do Sindimol, vê a situação como extremamente delicada. Diferente de outras crises, “Hoje, além do problema econômico, temos a questão da saúde pública. O maior desafio está em encontrar esse equilíbrio. Não é um problema apenas empresarial ou de algum setor específico. Atingiu todo o mundo. Temos ainda a questão do emprego. Estamos fazendo um esforço enorme e nos apegando a todo tipo de recurso ou benefício para evitar demissões. O ritmo de trabalho para minimizar os impactos tem sido intenso. Temos tido muito apoio dos governos e instituições, como a Federação das Indústrias, mas é muito difícil estabelecer estratégias diante de um cenário de tamanha incerteza”, pontua Ademilse.

Veja a matéria completa em https://emobile.com.br/site/setor-moveleiro/lideres-do-setor-moveleiro-falam-sobre-efeitos-do-covid-19/


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